Informativos
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Mais de 300 Bíblias são apreendidas na China
Rádio Vaticano
A polícia chinesa apreendeu mais de 300 bíblias impressas em língua chinesa no aeroporto da cidade de Kunming a quatro norte-americanos membros de um grupo evangélico.
Um dos evangélicos, Pat Klein, após ter denunciado o fato à agência Associated Press, acrescentou que no passado já havia introduzido na China, sem encontrar problemas, pelo menos dez mil exemplares da bíblia. “Nada fizemos de ilegal”, concluiu Klein que, com seus companheiros, decidiu não deixar o aeroporto enquanto não obtiver de volta os exemplares requisitados.
Fonte: Canção Nova Notícias
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Igreja Católica e os Jogos Olímpicos
Rádio Vaticano
Aberto os Jogos Olímpicos em Pequim, na China. Em vista deste grande evento esportivo mundial, a Igreja local se mobilizou para dar assistência espiritual, formação, acolhimento e segurança aos atletas e turistas.”As 20 igrejas católicas de Pequim, o maior Seminário e a diocese local abrem suas portas aos visitantes”, declarou o Padre Matthew Zhen Xuebin, responsável diocesano, para a assistência durante os Jogos Olímpicos.Os voluntários leigos foram treinados para o acolhimento dos fiéis católicos no país. “Tudo está pronto”, disse o Padre Matthew Zhen. Um dos principais objetivos é a segurança também para as igrejas: elas têm que ser vigiadas para prevenir eventuais incêndios, roubos e atividades terroristas.Neste sentido, a Igreja Católica terá uma significativa presença nos Jogos Olímpicos de Pequim, graças à “abertura que a China está demonstrando”, disse, por sua vez, o Padre Kevin Lixey, Diretor do Setor Igreja e Esporte do Pontifício Conselho para os Leigos.Em declarações à imprensa, o Padre Lixey assinalou que “embora não tenha havido convite formal aos representantes do Vaticano, por parte do Comitê Olímpico Internacional, os Bispos locais marcarão presença no evento esportivo”.”Em relação à participação da Igreja Católica de outros países, estarão presentes nos Jogos de Pequim capelães de várias nações, como Itália, Polônia, Alemanha”, acrescentou Padre Kevin Lixey, que revelou ainda que o “Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joachim Meisner, acompanha a equipe olímpica alemã até a capital chinesa”.”Esta presença é possível porque, com os Jogos Olímpicos, a China abre as portas ao mundo e o mundo vai para a China”, declarou o representante do Pontifício Conselho para os Leigos, que assinalou, por fim, que o Vaticano viu com agrado “a decisão de que se celebrem Missas, em algumas igrejas e em diversos idiomas, em Pequim, para os fiéis presentes nos Jogos”.O Vaticano e a ChinaDesde que foi eleito Papa, em 19 de abril de 2005, Bento XVI tem expressado a sua esperança no reatamento das relações entre o Vaticano e a China, interrompidas desde a Revolução Cultural e a subida ao poder de Mao Tsé-Tung. Desde o início deste pontificado registaram-se vários sinais de aproximação e de expressão de mútua boa vontade.Por outro lado, a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, a partir de hoje até o próximo dia 28, tem sido ocasião para Bento XVI enviar suas mensagens para o bom êxito do acontecimento esportivo, na paz e na fraternidade.Domingo passado, o Papa aproveitou a oração do Ângelus, em Bressanone, onde se encontra de férias, para enviar a sua saudação à China, aos organizadores dos Jogos e a todos os participantes, “em primeiro lugar aos atletas, com os votos de que cada um possa dar o melhor de si, no genuíno espírito olímpico”"Sigo com profunda simpatia este grande encontro esportivo, o mais importante e aguardado em nível mundial, e exprimo os mais vivos votos de que ele ofereça à comunidade internacional um válido exemplo de convivência entre pessoas das mais diversas proveniências, no respeito pela dignidade comum. Que o esporte possa, mais uma vez, ser penhor de fraternidade e de paz entre os povos”, disse o Papa.Tal interesse do Santo Padre pela China foi expresso também, na última quarta-feira, ao visitar a casa natal de São José Freinademetz (1852-1908), missionário que dedicou toda a sua vida à evangelização da China.Na ocasião, o Bispo de Roma declarou que “a China mostra ter um papel importante na vida política, econômica e também ideológico no contexto mundial”. Aqui, Bento XVI fez votos de que “este grande país se abra ao Evangelho“.
Os Jogos Olímpicos de Pequim coincidem com a celebração do centenário de morte de São José Freinademetz, da Congregação dos Missionários do Verbo Divino, que dedicou sua existência à evangelização da China.
Com efeito, parte dos Jogos Olímpicos, isto é, as regatas marítimas, será em Qingdao, um lugar na história dos Missionários Verbitas, graças à ação apostólica de São José Freinademetz. Qingdao era um território ocupado pelos alemães em 1897. Ali o santo missionário Verbita trabalhou por 30 anos.
Enfim, no dia 7 de maio passado, quando a Orquestra Filarmônica da China ofereceu um concerto ao Papa, no Vaticano, o Pontífice se dirigiu a “todos os habitantes da China”, recordando a importância dos Jogos de Pequim 2008, uma manifestação que vai além do esporte. “Os chineses”, disse, “se preparam para viver um momento de grande valor para toda a humanidade”.
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China e Olimpíadas: a outra face das medalhas
Apresentado o livro do Pe. Bernardo Cervellera sobre Pequim 2008
“Talvez nenhuma Olimpíada tenha suscitado tantas esperanças, desilusões e confrontos como Pequim
Sacerdote do Pontifício Instituto para as Missões Exteriores (PIME), missionário e jornalista durante anos na China, narra em seu livro os enormes custos que a celebração das Olimpíadas deste ano estão supondo para a população.
O autor explicou, durante a apresentação em Milão, como muitos habitantes de Pequim viram suas casas serem demolidas para dar lugar a estruturas esportivas, hotéis, edifícios e estradas.
«As indenizações não permitem às pessoas comprar uma casa sequer a
Segundo Cervellera, as mudanças urbanísticas às quais se submeteu a capital e as cidades envolvidas na celebração dos jogos «estão fora de qualquer imaginação: destruíram bairros históricos. Foram levantados altíssimos e longuíssimos muros brancos para esconder os bairros chineses ainda não agredidos pela especulação, onde a pobreza e o abandono são evidentes».
«O governo e o partido comunista chinês consideram as Olimpíadas como uma ocasião única para mostrar seus êxitos e para dar a conhecer ao mundo a nova China emergente surgida, segundo sua visão, da pobreza, da necessidade e protagonista da história, que se converteu na quarta potência econômica do mundo, glorificada pelos jogos.»
O Pe. Cervellera afirma que os verdadeiros heróis das Olimpíadas são «os milhões de emigrantes camponeses pobres que fogem dos campos, em uma situação de degradação, fome e pobreza, para buscar fortuna nas grandes cidades e nas aglomerações industriais da costa».
Com obras urbanas que trabalham 24 horas do dia, construíram com incomum rapidez arranha-céus, estruturas esportivas e estradas, mas estes camponeses convertidos em operários recebem salários irrisórios, são explorados e com freqüência nem sequer pagos, sem assistência à saúde, alojados em barracas ruinosas.
Cada vez é mais evidente o desequilíbrio social: frente a 200 milhões de ricos cada vez mais ricos se opõem 350 milhões de pobres cada vez mais pobres.
Os órgãos oficiais do Partido Comunista Chinês referem mais de 200 revoltas por dia devido à clara separação destas classes sociais, uma vez que há corrupção de políticos e funcionários unida à expropriação nos campos.
Todas as religiões foram submetidas a um rígido controle público. Recentemente se proibiu a muitas dioceses a participação na peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Sheshan, situado nos arredores de Xangai.
Durante as Olimpíadas, as proibições e o controle serão ainda mais fortes, apesar de que, revelou o diretor de AsiaNews, «na sociedade chinesa e particularmente na classe média formada por estudantes, licenciados e no mundo acadêmico, cresce a busca de um sentido da vida, do desejo de Deus; uma busca que se afasta cada vez mais dos mitos e das tradições baseadas no confucionismo».
Fonte: ZENIT.org
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Relações com a Igreja na China
Por outro lado, pede às dioceses de Macau e Hong Kong que «continuem ajudando a Igreja da China continental, tanto colocando à disposição o pessoal para a formação, como sustentando iniciativas benéficas de promoção humana e de assistência».
O Papa agradece neste sentido o trabalho realizado pelas Cáritas diocesanas, mas convida a «não esquecer que Cristo é, também para a China, um Mestre, um Pastor, um Redentor amoroso. A Igreja não pode calar esta boa notícia».
«Desejo, e peço ao Senhor, que chegue logo o dia em que também vossos irmãos da China continental possam vir a Roma em peregrinação aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, em sinal de comunhão com o Sucessor de Pedro e com a Igreja universal. Aproveito a ocasião para fazer chegar à comunidade católica da China e a todo o povo desse vasto país a segurança de minhas orações e de meu afeto», concluiu.
Fonte: ZENIT.org
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China faz tudo para evitar que visitantes entrem com Bíblias no país
A China resolveu adotar uma estratégia simpática aos olhos do mundo, que na prática esconde a sua política de impedir que os seus cidadãos tenham livre acesso às Escrituras: vai disponibilizar cópias gratuitas da Bíblia aos atletas, espectadores, turistas e aos estrangeiros que pedirem o livro sagrado, durante o período dos Jogos Olímpicos.
Segundo informações divulgadas ontem pela imprensa estatal chinesa, cerca de 10 mil cópias em duas línguas vão ser distribuídas na Aldeia Olímpica, casa de atletas e jornalistas entre 8 e 24 de agosto.
Li Chunnong, diretor geral da Amity Printing Co., a maior editora de livros cristãos do país, disse ao jornal “China Daily”, que mais 30 mil cópias do Novo Testamento também vão estar disponíveis.
No entanto, os exemplares só estarão disponíveis nas igrejas e na Aldeia Olímpica, não em hotéis.
A Aldeia Olímpica também vai ter um centro religioso para prestar serviços de culto a seguidores de outras religiões, afirmou Chen Guangyan, presidente da Associação Islâmica na China.
O reverendo Xu Xiaohong, do Conselho Cristão Chinês, baseado em Xangai e responsável pela publicação dos livros, adiantou que 50 mil cópias dos quatro evangelhos, em dois idiomas, serão enviadas para as seis cidades onde vão decorrer eventos olímpicos.
A capa dos livros dessa edição vai incluir um logotipo olímpico, acrescentou Xu. “Isto é particularmente significativo porque tanto quanto sei, é a primeira vez que um logotipo olímpico vai ser incluído num livro religioso”, observou Xu, citado pelo “China Daily”.
A estratégia é muito bem fundamentada. Com a distribuição gratuita, o país evita que os turistas entrem no país com novos exemplares, e acaba por estimulá-los a pedir um exemplar na Vila Olímpica e a levar para casa como uma espécie de souvenir, de modo a maquiar a ausência de liberdade religiosa no país.
Em “nome” do espírito olímpico
Segundo o reverendo, o logotipo inscrito na Bíblia representa a combinação entre “o espírito olímpico e o espírito de levar uma vida orientada para um objetivo, que é algo em que os cristãos acreditam”.
Em novembro do ano passado, notícias deram conta de que as Bíblias seriam proibidas durante os Jogos Olímpicos.
A organização dos Jogos desmentiu terminantemente as informações, apesar de constarem na primeira versão do manual do Comitê Olímpico.
O Ministério para assuntos Estrangeiros chinês afirmou que ” falsos relatos de uma agência de notícias religiosa e de um meio de comunicação europeu foram divulgadas por pessoas que pretendiam sabotar os jogos”.
Uma Bíblia por pessoa
Os atletas e os visitantes podem trazer textos e objetos religiosos para uso pessoal quando estiverem em Pequim durante a Olimpíada, afirmou a organização, recomendando, entretanto, num comunicado publicado na sua página da internet, que “cada viajante não traga mais que uma Bíblia para a China”.
Mas esta permissão não se estende ao movimento espiritual Falun Gong, proibido pelo governo comunista chinês por ser um “culto maligno”.
A China é alvo de críticas freqüentes no que se refere à violação dos direitos humanos e à repressão da liberdade religiosa.
Liberdade religiosa em xeque
As autoridades chinesas só permitem manifestações cristãs no âmbito das igrejas aprovadas e controladas pelo Estado, mas milhões de fiéis são membros na clandestinidade, celebram reuniões em casas particulares e se recusam a aceitar a liderança religiosa do Estado.
A Constituição chinesa permite a existência de cinco igrejas oficiais cujos líderes são escolhidos e precisam ser membros do partido Comunista: budista, taoísta, muçulmana, católica e protestante.
Estima-se que a comunidade protestante na clandestinidade seja formada por cerca de 30 milhões de pessoas, e, segundo fontes do Vaticano, a igreja católica clandestina tem mais de oito milhões de fiéis.
Muitos dos líderes destas igrejas são regularmente presos, enquanto as autoridades fecham periodicamente as igrejas e locais de culto clandestinos, prendendo religiosos e fiéis.
(Com informações das agências Angola Press e do China Daily)
Fonte: Missões Portas Abertas
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China distribuirá Bíblia para atletas e turistas durante as Olímpiadas.
Atletas e turistas terão a possibilidade de obter a Bíblia livre e gratuitamente durante as Olimpíadas. Esta é a resposta oficial da China à notícia veiculada pela imprensa internacional de que o país teria incluído o Livro Sagrado entre os objetos “perigosos”, portanto, proibidos, durante as Olimpíadas.
Até agora, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal China Daily, milhares de cópias da Bíblia foram impressas precisamente para a ocasião. Xu Xiaohong, funcionário do Conselho Cristão de Xangai, revelou inclusive que, pela primeira vez, Evangelhos e opúsculos religiosos foram impressos com o símbolo olímpico.
Cinqüenta mil edições bilíngües da Bíblia estão prontas para serem distribuídas nas seis cidades que abrigarão os Jogos. Autoridades locais garantem que igrejas e outros locais de culto da capital chinesa, Pequim, ficarão à disposição dos fiéis.
Fonte: Rádio Vaticano
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Carta do Papa reflete mudanças positivas entre católicos chineses
Fides
Por ocasião do 1º ano da Carta de Bento XVI aos Bispos, presbíteros, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos da Igreja católica na República da China, publicada em 30 de junho de 2007, a Agência Fides, pertencente a Congregação para a Evangelização dos Povos, divulgou um texto sobre o assunto. Segue íntegra deste texto:
Efeitos da carta
Passado um ano da publicação da Carta do Santo Padre aos Católicos chineses (30 de junho de 2007), parece impossível fazer um balanço para listar os seus resultados. Para um documento definido por muitos como “histórico”, é preciso um intervalo de tempo maior para poder avaliar a sua influência na vida da comunidade católica chinesa. Além disso, os melhores frutos esperados a partir da Carta são de ordem espiritual e, portanto, não facilmente registráveis pelo noticiário.
Depois de um primeiro período de entusiasmo, de gratidão ao Santo Padre e também de apreensão, especialmente no aspecto político, durante o qual os elogios à Carta foram verdadeiramente lisonjeiros (bela, clara, equilibrada, afetuosa, paterna…) parece agora aumentar o interesse para tentar escutar a mensagem pontifícia. O que disse o Santo Padre, Bento XVI? O que pede aos católicos chineses e, dirigindo-se a eles, também pede à Igreja universal?
Uma primeira mensagem, que parece ter sido percebida por todos, é que as coisas mudaram, não podemos continuar como antes. Ou seja, assumir uma situação radicalmente mudada, tanto dentro da comunidade católica, quanto nas relações do Governo, assim como nas relações da sociedade civil chinesa e internacional.
A Igreja na China é uma
Depois da clara afirmação do Santo Padre de que a Igreja na China é uma, e que as divergências internas eram, e são, fruto de pressões externas, os católicos chineses estão se redescobrindo como irmãos.
A Igreja na China é uma, porque quase todos os Bispos estão em comunhão com o Papa. Uma só Igreja então, mesmo que a sua estrutura seja ainda, por assim dizer, anômala. Não estamos ainda diante de uma unidade perfeita e realizada, mas a direção apontada por Bento XVI é clara. Mesmo que uma unificação não aconteça de hoje para amanhã.
A Igreja católica dá passos na China
Demoraria muito listar os passos dados em vários níveis, que asseguram o crescimento de um movimento rumo à reconciliação e a unidade. A Carta do Papa teve claramente os seus efeitos nas relações entre os fiéis da comunidade reconhecida pelo governo e os fiéis da comunidade não reconhecida, também nas áreas onde as divergências internas eram muito intensas.
Entre esses eventos citamos os votos e os dons natalinos trocados entre os fiéis da comunidade reconhecida e os fiéis da comunidade não reconhecida; o aumento, às vezes significativo, do número dos fiéis pertencentes a uma comunidade às celebrações eucarísticas do outro grupo; ainda os retiros espirituais feitos em conjunto; cursos de catecismo para os neófitos não reconhecidos foram confiados aos fiéis da Igreja reconhecida; em muitas partes da nação foram realizadas sessões conjuntas de estudo e de aprofundamento, exercícios espirituais sobre a própria Carta do Papa, para obter, num clima de oração, o seu exato significado. Também os funerais tornaram-se ocasião de reconciliação. Fiéis não reconhecidos foram se confessar e participaram da Eucaristia presidida por sacerdotes reconhecidos pelo governo. Em um caso, mais de 500 fiéis concluíram um Congresso de estudo sobre a formação dos cristãos para a Evangelização, com uma procissão e a celebração da Eucaristia.
Não faltaram contatos regulares entre sacerdotes e Bispos das duas comunidades para a programação da celebração da Páscoa: semelhantes contatos ou iniciativas não existiam antes da publicação da Carta. Sacerdotes ou irmãs de um grupo que guiaram retiros espirituais para os fiéis do outro grupo. Desapareceram, na maior parte, as acusações de que os Sacramentos de um grupo não seriam válidos, foram registrados casos de fiéis das duas comunidades reunidos para as orações da manhã e da noite.
Em algumas dioceses, o tema da reconciliação tornou-se o motivo base per toda a pastoral. Em cinco vilarejos da Mongólia as irmãs não reconhecidas pelo governo foram convidadas a guiar e a animar as celebrações litúrgicas da comunidade reconhecida pelo governo.
Ao lado de todos esses aspectos positivos, não faltaram resistências e dificuldades em relação à Carta do Papa, como demonstram as muitas perguntas de esclarecimento que chegaram a Roma. Mas se pode dizer que, de qualquer forma, a Carta do Santo Padre marcou uma reviravolta histórica na vida da comunidade católica.
Terremoto e Dia de Oração para a Igreja na China
Também os dois grandes acontecimentos, o terremoto e o Dia de Oração para a Igreja na China do dia 24 de maio, com todas as dificuldades criadas pelas autoridades, uniram os cristãos de muitas formas, seja na oração, seja nas iniciativas pastorais.
Em Roma, pela primeira vez, mais de 500 fiéis chineses, do Continente, de Taiwan e de Hong Kong, provenientes dos dois grupos, participaram da solene Concelebração Eucarística presidida pelo Card. Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.
Registrando esses fatos, e relendo a Carta do Santo Padre, vêm à mente as palavras com que Santo Agostinho comentava o salmo 126 (Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham os que a constroem): “Nós falamos para o exterior, Deus constrói interiormente. Percebo que me escutais: o que vós pensais só ele conhece, ele que vê os vossos pensamentos. Ele edifica, ele adverte, ele incute temor, ele abre a mente, ele vos torna sensíveis à fé”.
Fonte: Canção Nova Notícias
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Padres católicos são presos na China
Quatro padres católicos que reconhecem a autoridade do Papa e não a de Pequim foram detidos na China por se recusarem a se juntar à igreja oficial, única autorizada pelo Partido Comunista, informou domingo a organização dos direitos humanos, a Fundação do cardeal Kung, com sede nos Estados Unidos.
Liang Aijun, 35 anos, Wang Zhong, 41 anos, e Gao Jinbao, 34 anos, originários da província de Hebei (norte), estão presos num local não divulgado. Um quarto sacerdote, também de Hebei, Cui Tai, 50 anos, foi detido apos um acidente quando dirigia sua moto.
Os padres são membros da Igreja católica clandestina, proibida por reconhecer a primazia do Papa sobre Pequim. Segundo o Vaticano, a China conta entre 8 e 12 milhões de católicos, divididos desde 1951 entre a igreja “oficial” e a “clandestina”, esta última perseguida com freqüência.
Fonte: Canção Nova Notícias
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Ironia: China transforma-se na maior produtora de Bíblias do mundo
O sucesso das Bíblias em mandarim evidencia o gigantismo chinês. Em um país asiático que não celebra o Natal, e cujo fim de ano cai em fevereiro, há uma boa parte da população, sobretudo rural, que nunca ouviu falar de Jesus, ou o associa a uma lenda.
Além disso, só 1% da população é cristã. Mas mesmo assim, uma fábrica de Bíblias focada no mercado externo já é a maior produtora mundial do livro restrito em seu próprio território.
Desde que abriu, em 1986, a companhia Amity Press já imprimiu 50 milhões de unidades, sendo que 80% delas estão escritas em mandarim e se vendem por menos de um euro.
A empresa também edita algumas Bíblias em dialetos de minorias étnicas. O restante é exportado. O grosso vai para a África, Ásia e Europa Central.
Há Bíblias em 90 idiomas desde o eslovaco até o braile. As vendas ultrapassaram o meio milhão de exemplares em 1988 até os 6,5 milhões em 2005. O sucesso mais recente é a edição de bolso, dirigida ao público jovem.
A demanda tem obrigado a companhia a ampliar o negócio. Nos próximos dias, a empresa se mudará para novas instalações de 85 mil metros quadrados em um polígono industrial que compete com a Motorola e a Ford nos arredores de Nanquim, capital da província oriental de Jiangsu.
A nova planta terá capacidade para imprimir um milhão de Bíblias ao mês, e espera-se que produza uma em cada quatro no mundo em 2009. Será, de longe, a maior fábrica de Bíblias do mundo.
Isso ocorre na China, um país nominalmente ateu e sem relações diplomáticas com o Vaticano desde 1951, apesar do diálogo estar mais fluido com Bento XVI do que com João Paulo II, uma vez que por causa do comunismo a China fechou suas portas.
A Amity Press é um empreendimento conjunto formado por sociedades de caridade cristãs chinesas e inglesas. A maioria dos 600 empregados é camponesa, sem devoção religiosa e imersa na produção de livros sagrados com uma frieza funcional.
A fábrica não tem qualquer iconografia religiosa: nem crucifixos nem quadros.
A empresa só tem permissão de distribuir as Biblias através da Igreja Patriótica Católica, dependente de Pequim e única permitida. E não aos cristãos clandestinos.
Estima-se que existam cinco milhões de fiéis na igreja oficial e 10 milhões fiéis a Roma (sem contar os clandestinos e evangélicos).
Os critérios são confusos e a fronteira não é clara: muitos alternam igrejas com cultos clandestinos em casas particulares dependendo da proximidade e identificação.
A Bíblia esteve proibida desde que Deng Xiaoping, chegou ao poder em 1978 e decretou a liberdade de culto. Mao via as religiões como superstições feudais que entorpeciam a modernização do país.
Todos os textos sagrados foram jogados na fogueira durante a Revolução Cultural (1966-1976) quando o único livro que não era considerado subversivo burguês era o Livro Vermelho de Mao.
No princípio da década de 80 aconselhava-se os estrangeiros a não entrarem no país com mais de uma Bíblia, o que fez florescer o contrabando. Apesar de hoje elas estarem proibidas, restritas à igreja oficial, já não é mais tão difícil encontrá-las em Pequim.
Recentemente a China desmentiu a ordem de que os atletas não poderiam levar Bíblias aos Jogos Olímpicos. Mesmo assim as limitações permanecem. Eles só poderão levar uma, para uso pessoal.
Fonte: Missão Portas Abertas
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Parceiros pela China - Bíblias para a China
A Igreja na China necessita da sua ajuda!
É muito difícil imaginar que um cristão nos dias atuais não possa ter uma cópia pessoal da Bíblia.
No ocidente nós podemos ter várias cópias e o privilégio de ter a Sagrada Escritura em diferentes formatos como: DVD, Internet, ilustrada, etc. Este não é o caso em toda China.
Juntamente com muitos amigos na China e através de sua ajuda nos comprometemos a fazer milhares de Bíblias em mandarim para a China.
Nós precisamos da sua ajuda:
• Precisamos da sua oração e a de muitas pessoas para este projeto.
• É preciso doar a muitos o que podemos. Com R$ 5,00 , podemos produzir um pacote contendo uma Bíblia em mandarim e um DVD sobre a vida de Jesus;
• Considerar que somos parte desta maravilhosa missão abençoada por Deus!
Apoios: A lista das menções do Parceiros pela China incluem Sua Santidade Papa Bento XVI, Doug Coe, líderes católicos da Renovação Carismática Católica Internacional( ICCRS), Dirigentes da Fraternidade Católica das Comunidades Pacto de Direito Pontifício, vários bispos no mundo inteiro, assim como líderes de Youth Arise Internacional (entidade organizadora da pré jornada mundial da juventude) e universidades católicas.









